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Chocalhos Pardalinho … a tradição de um povo.

O Alentejo tem sido ao longo dos séculos uma das principais regiões de pastorícia do país.
Associado a esta actividade surge o chocalho, que é descrito como um instrumento metálico que produz um som característico e que tem como principal finalidade, facilitar a localização do gado disperso pelas pastagens.

Pensa-se que a fabricação destes instrumentos, no Alentejo, data pelo menos da Idade Média, sendo então uma das muitas actividades desenvolvidas pelos judeus e árabes ferreiros. No entanto, apesar da existência dos chocalheiros se antiga na região, só no inicio do Séc. XIX esta profissão, tradicional nas Alcáçovas, foi oficialmente reconhecida. Em 1913 existiam nas Alcáçovas treze famílias que se dedicavam à fabricação de Chocalhos. É a partir desta data que se conhecem as origens da actual empresa CHOCALHOS PARDALINHO. Nessa época, uma das famílias chocalheiras existente na terra era a de Luís Francisco Fernandes Pires. Foi este que ensinou a arte a Francisco Barroso, e que por sua vez a transmitiu ao seu sobrinho José Luís Reis Maia. Actualmente, a Chocalhos Pardalinho tem dois mestres chocalheiros, Guilherme Maia e Francisco Cardoso – filho e sobrinho respectivamente de José Maia.

De salientar igualmente que um outro chocalheiro, Gregório Rita, foi peça fundamental na transmissão de conhecimentos sobre a arte.
Presentemente, laboram na fábrica, em Alcáçovas, dois mestres chocalheiros: Guilherme Maia, Francisco Cardoso e dois colaboradores, Vera Bonito Cardoso e Telmo Seco. Existe uma grande diversidade de chocalhos, variando no modelo, no tamanho e na utilização a que
se destinam. No entanto, os mais procurados, na região do Alentejo, são essencialmente de dois tipos, o "picadeiro" e o "Reboleira.

Ter um Chocalho Pardalinho é possuir um fragmento de História, de uma Identidade e de uma
Tradição.